segunda-feira, 21 de maio de 2007

Os Amigos de Gaspar em... Ligação Directa!


Mais um tiro certeiro. Só neste país. Ando com sorte.

5ªfeira fui brindada com uma ida ao renovado Maria Matos. E que prazer voltar a uma casa tão bem aprumadinha.
Era a 2ª noite de uma série de concertos do Sérgio Godinho, muito bem acompanhado com os seus músicos do costume. O novo álbum - Ligação Directa - electrizou a plateia, que embora tivesse que permanecer sentada, abanava com algum frevor a cabeça e batia o pé contra o chão.
E claro que não faltaram à mistura bons clássicos que fazem a lagriminha ir parar ao canto dos olhos, como "É Tão Bom (dos Amigos de Gaspar)", "O 1ª Dia", "Com um brilhozinho nos olhos", "O Elixir da Eterna Juventude", "A Liberdade"...
E ainda há quem duvide que neste cantinho da Europa se produza coisas boas. Ponham os olhos neste "menino" senhores que para além de grande intérprete faz, como o Carlos Tê, das melhores letras que para aí andam. Poesia mesmo.
Ainda por cima sabiamente acutilante, inteligente e metafórica.
E aqui fica um grande saravá também para o Nuno Rafael. O moço faz uma direcção musical tão surpreendente que às vezes durante o concerto dava por mim vidrada nos músicos e nos seus criativos instrumentos e arranjos.
Que ideia genial a da máquina de escrever, com o seu ressoar típico de outra década.

Ps: Só neste país, só neste país é que se diz só neste país!!!

segunda-feira, 7 de maio de 2007

Camané olé-olé!


Adoro o São Luiz. Tudo.
Os senhores todos aprumados que nos rasgam o bilhete à entrada, o jardim de inverno,
a sala principal, com o seu mega lustre e palco divino. Tudo.
E que local mais mágico para ver e ouvir o último dia de concerto do Camané?! A sala estava a abarrotar. Não cabia mais nenhuma alminha. E desenganem-se que não eram só velhotes. Fiquei espantada com a malta nova, em larga maioria. O moço esteve mesmo muito bem acompanhado pela Orquestra Sinfónia Portuguesa e por um quinteto de jazz. Juntos a combinação foi perfeita. Os arranjos, da autoria de Pedro Moreira, Mário Laginha, Bernardo Sasseti e Filipe Melo estavam extraordinários. Foi delicioso ver o Alexandre Frazão e uma panóplia de músicos tão bons a swingar e a acompanhar a interpretação do Camané em temas como "Ne Me Quitte Pas"
de Brel, "My Funny Valentine" e "The perfect Love Song" dos Divine Comedy, "Black Trombone" de Gainsbourg e "Bess, You is My Woman" de George Gershwin.

Saí do concerto de barriga cheia. Ainda por cima estava muito bem acompanhada.
Só houve um senão: como percebi que a maioria destes "clássicos" me dizia bastante... é sinal que a PDI já chegou a estas bandas.

É a vidinha. Ou como diria a minha querida Lenita "é a lifezinha". E por falar em Lenita, a mulher da boina francesa, onde é que tu andas pázinha?!?! Será que é mais fácil encontrar-te em Odemira? Tenho saudades das nossas infindáveis palhaçadas...